Dia de Pentecostes – Ano “B”

 

Atos 2,1-21 – Vossos filhos e filhas profetizarão

Salmo 104,24-34 e 35b – Seu Espírito transforma a face da terra

Romanos 8,22-27 – Temos as primícias do Espírito mas gememos ainda...

João 16,4b-15 - Ele convencerá o mundo dos seus pecados

 

Moderador da IPU                        

Irmãos e irmãs da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil 

 

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo:

 

Neste Pentecostes, renovemos nossa capacidade e energia de servir; alegremo-nos na Comunhão uns com os outros e no Culto devido somente a Deus Pai Filho Espírito Santo; deixemos nosso coração e mente liberados para o Espírito de Deus agir livremente em nós; pronunciemos palavras inteligíveis, sadias, cheias de ternura dentro e fora do lar, dentro e fora do trabalho e tornemos nossos atos causa e conseqüência dessas palavras assim pronunciadas, para que, afinal, experimentemos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.1-2).

 

Os textos que seguem em anexo, do Secretário Geral e dos Presidentes do Conselho Mundial de Igrejas, traduzidos e organizados pelos pastores Rev.Derval Dasílio e Rev.Ricardo César Vasconcelos, são ricos de informação bíblica e teológica e traduzem a visão ecumênica da festa de Pentecostes, a festa do nascimento da IGREJA DE CRISTO. Boa leitura, boa divulgação, boa prática.

 

Lembro ainda, que a liturgia do culto de Pentecostes, gentilmente elaborada, a nosso pedido, pelo Presbítero Daniel Amaral (IPU de Brasília - PEB), foi remetida junto com o Traço-de-União, para todas as Igrejas e Pastores da IPU, em tempo hábil para possíveis adaptações locais.

 

Abraço vocês sob a Graça Preciosa de Jesus, que nos auxilia em nossas necessidades por seu Espírito, em todo o tempo e lugar, como prometeu.

 

Pastor Manoel Miranda - Moderador

  

Pentecostes 2006 – Mensagens dos Presidentes do CMI

 

Na Festa de Pentecostes descrita no segundo capítulo de Atos dos Apóstolos, o Espírito Santo transformou um grupo nada homogêneo de pessoas – muitas delas provenientes de terras distantes (At 2,5-11).  Em fevereiro deste ano (2006), milhares de cristãos e cristãs de cada uma das regiões do mundo viveram experiência similar – uma experiência pentecostal – quando participavam da Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas celebrada no Sul do Brasil (Porto Alegre-RGS). Todavia, ressoam em nossos ouvidos, e estão presentes em nosso coração, as orações e os cânticos da IX Assembléia Geral do Conselho Mundial de Igrejas em Porto Alegre.  Partimos da Assembléia com a certeza de que nossa oração havia sido escutada: “Deus, em tua graça, transforma o mundo”.

 

No poder do mesmo Espírito Santo, que veio aos discípulos no primeiro Pentecostes, em Porto Alegre nos comprometemos a continuar a busca da unidade cristã; a buscar meios de cooperação entre nós na missão e no serviço, e a viver juntos em paz, especialmente mediante nosso compromisso renovado com o DECÊNIO PARA SUPERAR A VIOLÊNCIA (2001- 2010).

 

Ao tomar consciência da necessidade de melhorar a qualidade de nossas relações, ao empenharmos em viver um ecumenismo relevante e com credibilidade, e ao nos esforçarmos por atuar juntos no serviço e na missão, o evento do primeiro Pentecostes nos anima a nos abrirmos mais uma vez à experiência do Espírito manifestada nesse dia, quando os presentes tomaram consciência da nova  comunidade à qual pertenciam, nesse momento. Sua nova experiência se manifestou em um entusiasmo compartilhado e no sentimento de nova identidade e de pertencerem–se uns aos outros e a Cristo no poder do Espírito. E expressaram isto de diversas maneiras, de acordo com suas próprias culturas e contextos. Foi também no contexto dessa experiência de Pentecostes que a palavra “koinonia” (que quer dizer comunhão, participação em comum) aparece no livro de Atos dos Apóstolos (2,42). Lemos: “E perseveraram na doutrina dos apóstolos, em comunhão – koinonia – uns com os outros, no partir do pão e nas orações”.  Assim, os primeiros cristãos compartilharam uma comunhão em fé e vida.

 

Esta é a nova vida de comunhão que também chega a nós  com um vento transformador, mudando nossa linguagem, a forma de nos comunicarmos e  relacionarmos  entre nós e com o mundo. Que Pentecostes seja para nós, este ano, um tempo de novos começos: de renovação de nosso compromisso com Deus e de uns com os outros, e de fortalecimento de nosso testemunho comum ao oferecermos como servidores para a realização da missão de Deus. A promessa e o desafio de Atos 1,8 permanecem vigentes para nós: “Recebereis uma força  (dynamis), a força do Espírito Santo que virá sobre vós; e sereis testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia, em Samaria e até as extremidades da terra” (cf.TEB). 

 

Pentecostes pinta um sugestivo quadro  das forças propulsoras do movimento cristão (dynamis): o Espírito e a Palavra.  Este poder chega aos crentes como um presente do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Atos 2,33). A vinda do Espírito Santo cria a comunidade dos fiéis, e ao mesmo tempo os capacita para comunicar a mensagem de salvação. A chegada do Espírito Santo sinaliza com clareza o caráter inclusivo da Graça de Deus. O Espírito Santo, que falara pelos Profetas, já havia anunciado previamente: “Seus filhos e filhas profetizarão; seus anciãos sonharão sonhos” (Joel 2,28; 3,1/ cf. BJ).

 

Regozijemo-nos, porque a presença do Espírito Santo é uma dádiva para toda a Igreja em Pentecostes, e respondamos juntos para juntos sermos testemunhas de Cristo até os últimos rincões da terra.

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Tradução: Derval Dasilio – Vitória-ES

Adaptação: Ricardo César Vasconcelos – Recife-Pe

Webdesigner: Eveline - Recife-Pe

                                                                                  

Comentário ao Lecionário

Derval Dasílio

Pastor da Igreja Presbiteriana Unida

www.paoquente.org    

V-I-S-I-T-E!

 

 
 
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