5º Domingo do Tempo Comum – Ano “C”


        

Isaías 6,1-2a.3-8 – Aqui estou, envia-me...

Salmo 138 –  Diante dos anjos, ofereço-me...

1Coríntios 15,1-11 – Cristo morreu e ressuscitou    

Lucas 5,1-11 – Deixando tudo, seguiram o Senhor


              

O povo se reunia em torno de Jesus para ouvir a palavra de Deus, enquanto ele estava à margem do laço de Genesaré. Todos os seres humanos recebemos uma vocação específica que marca o sentido de nossa vida. O ser humano vai tomando consciência dela à medida que vai desenvolvendo e afirmando sua personalidade. Esta vocação é uma graça de Deus; mas também exige nossa cooperação para fazer frutificar o dom recebido na vida a serviço da comunidade humana e cristã.



Isaías recebe o chamado vocacional em torno do ano 740 (época da morte do rei Osias). Ante a grandeza e majestade de Deus, o profeta descobre sua impureza que exprime também a impureza do povo. Segundo alguns estudiosos, a expressão "ai de mim, estou perdido!" deveria ser traduzida por "ai de mim, estou calado!" Refere-se ao silêncio guardado pelo profeta ante o pecado do povo e de seus dirigentes. O anjo do Senhor purifica os lábios do profeta, quer dizer, habilita-o a falar em nome de Deus ao povo. Sua vocação pode levar a abrandar o coração do povo, ou endurecê-lo.

Paulo escreve aos Coríntios sobre o tema da Ressurreição. Parece que alguns membros da comunidade, influídos possivelmente pelo ambiente, duvidam da ressurreição de Jesus. Paulo chama enfaticamente a atenção sobre este fato. "Se Cristo não ressuscitou, vã é nossa fé"; se Cristo não ressuscitou, tampouco nós ressuscitaremos. Então, que sentido tem aderir ao evangelho de Jesus, anunciado por Paulo e pelos demais apóstolos? Os ensinamentos de Paulo não são invenção própria. Ele as recebeu por tradição apostólica. As aparições do Senhor aos apóstolos, aos irmãos e, finalmente, a ele mesmo são prova fidedigna da realidade da ressurreição tanto de Cristo quanto nos que acreditam nele.

Lucas coloca a chamada dos primeiros apóstolos depois da intervenção de Jesus na sinagoga de Nazaré e de suas curas em Cafarnaum.

A pregação confirmada pelos milagres provoca a resposta imediata dos discípulos ao chamado de Jesus. A pesca milagrosa que ilustra esta passagem assinala a missão que Jesus confiará não somente a seus discípulos, mas a todos os que crêem. Pedro sente descoberta sua dimensão humana ante a presença de Jesus. Mas Jesus lhe confirma a missão. É uma mudança radical de rota. Aproveitando suas aptidões para a pesca, Jesus lhe pede que as coloque ao serviço do Reino de Deus.

Jesus nos chama a partir de nossa realidade e condição, apesar de nossos pecados. Pede-nos que coloquemos nossas capacidades a serviço do Evangelho. O povo de hoje necessita de palavras de esperança que lhe devolvam o sentido da vida.

São necessárias pessoas dispostas a arriscar a vida pela causa de Jesus: a justiça, a fraternidade, a solidariedade e a paz entre todos os seres humanos. Como respondes ao chamado que Jesus te faz?
 

[O responsável pelos textos deste site* estará em recesso durante as próximas semanas; todos os textos bíblicos semanais/dominicais conferem com o Lecionário do Manual do Culto, Pendão Real/IPI, Brasil; Retiramos os comentários das seguintes fontes: Isedet - Instituto Ecumênico de Estudos da Teologia; Servicio Bíblico Latinoamericano/Agenda Latinoamericana/ Selah – Red de Liturgia CLAI].

 

 

 
 
 

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